Planos de saúde: dificuldades de autorização e acesso lideram reclamações dos beneficiários

Levantamento divulgado pelo Estadão aponta que cinco motivos concentram 77,2% das reclamações analisadas, reforçando a importância de uma gestão estratégica dos benefícios de saúde.

As dificuldades enfrentadas pelos beneficiários para acessar os serviços dos planos de saúde continuam sendo um desafio para a saúde suplementar no Brasil. Segundo reportagem publicada pelo Estadão, em 13 de outubro de 2026, um levantamento do Instituto Ética Saúde (IES), baseado em dados da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), identificou os principais motivos de reclamação dos usuários.

O estudo analisou notificações registradas entre julho de 2025 e junho de 2026 e apontou que aproximadamente 80% das reclamações consideradas pelo IES estavam relacionadas diretamente ao acesso à assistência.

Quais são as principais reclamações?

Entre os problemas identificados, as dificuldades de autorização e regulação de procedimentos lideram o levantamento. Confira os cinco principais motivos:

  • Autorização e regulação de procedimentos: 30,77%;
  • Rol de cobertura: 19,38%;
  • Rede credenciada: 16,61%;
  • Reembolso: 14,83%;
  • Descumprimento do prazo máximo de atendimento: 14,75%.

Juntos, esses cinco motivos representam 77,2% das notificações analisadas pelo Instituto Ética Saúde.

Os dados evidenciam a relevância de questões relacionadas à autorização de exames e cirurgias, à cobertura dos serviços contratados e ao acesso à rede assistencial. A reportagem também ressalta que o registro de uma reclamação não significa necessariamente a existência de irregularidade contratual ou regulatória, conforme destacam as entidades representantes das operadoras.


Os impactos para as empresas e os beneficiários

As dificuldades de atendimento não afetam apenas a experiência individual dos usuários. No contexto corporativo, também podem gerar demandas adicionais para as áreas de Recursos Humanos, que frequentemente precisam auxiliar os colaboradores na busca por informações e na resolução de problemas relacionados aos benefícios.

Quando surgem obstáculos para utilizar o plano de saúde, a percepção de qualidade do benefício pode ser prejudicada. Por isso, acompanhar a jornada dos beneficiários e compreender as dificuldades recorrentes são iniciativas importantes para identificar oportunidades de melhoria na gestão.

A contratação de um plano, por si só, não encerra o trabalho de administração dos benefícios. É necessário acompanhar sua utilização, observar as demandas apresentadas e buscar caminhos para tornar os processos mais claros e eficientes.


A importância de uma assessoria especializada

Nesse cenário, contar com uma assessoria qualificada e presente pode contribuir para uma gestão mais próxima das necessidades das empresas e de seus colaboradores.

Entre as possibilidades de atuação estão:

  • Acompanhamento das contas: análise das informações e identificação de oportunidades de melhoria;
  • Suporte às demandas: orientação e encaminhamento de questões relacionadas à utilização dos benefícios;
  • Comunicação estruturada: apoio na interlocução entre empresa, beneficiários e operadoras;
  • Gestão estratégica: acompanhamento dos desafios operacionais e das necessidades de cada organização.

Uma atuação próxima permite que a empresa tenha mais suporte na administração dos benefícios e maior clareza sobre os desafios enfrentados pelos usuários. Embora diferentes etapas do atendimento dependam das operadoras, o acompanhamento especializado pode ajudar a organizar demandas e buscar soluções de forma estruturada.

Gestão de benefícios além da contratação

Os dados divulgados pelo Estadão reforçam a importância de olhar para a saúde corporativa de maneira abrangente. Mais do que contratar um plano, as empresas precisam considerar a experiência dos colaboradores e o acompanhamento contínuo dos serviços oferecidos.

Na Única Seguros, essa discussão reforça a relevância de uma assessoria preparada para acompanhar as necessidades das organizações, apoiar a gestão de suas contas e contribuir para uma administração mais estratégica dos benefícios.

Afinal, oferecer um benefício de saúde é apenas o começo. Acompanhar sua utilização e buscar melhorias na experiência dos beneficiários também faz parte de uma gestão eficiente.

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